O Idiota

Tudo o que você não precisa saber da vida de um jovem idiota.

Hoje, ao chegar no trabalho, estava na cozinha uma bacia cheia de amoras que um dos funcionários havia trazido. As amoras eram pra todo mundo.

Engraçado...

Hoje (no caso, ontem, como já passou da meia-noite) foi o dia do Evangelho do grão de mostarda e do escravo inútil. Em estado de pecado mortal, quase decidi por não ir à missa, já que eu sinto que as pessoas em volta de mim na igreja começam a me julgar quando vêem que eu não fui pra fila de comunhão.

Talvez seja porque pecado mortal, pra elas, deva ser um conceito da idade das trevas que já está utrapassado e fora de uso. Portanto, se você não comunga, provavelmente deve ter cometido algum pecado contra o Espírito Santo, tipo ter falta de amor no coração ou ter violado o mandamento supremo do “não julgueis”.

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Como todos já podem observar, tenho no blog uma página de contato com o meu e-mail para me manter aberto à comunicação com os leitores. Porém, como o e-mail é muito formal, pode ser que muitas pessoas desistam de fazer contato.

Por isso — e já que o Write.as ainda não tem nenhum sistema de comentários desenvolvido — estou testando a incorporação de um chat no blog para facilitar a comunicação com qualquer um que queira me enviar uma mensagem rapidamente, me xingar, me humilhar em público, me refutar, me elogiar ou qualquer outra coisa.

Não gastei muito tempo na internet pra procurar por um sistema de chat anônimo decente (e que possa ser incorporado), o primeiro que encontrei foi o Minnit. Estou aberto a receber sugestões melhores.

Obrigado!

#Personal #comunicação #contato #chat

[Enquanto eu caía][1], refletia também sobre o que estava acontecendo, juntamente com o homem que estava comigo naquela noite. Não foi o único assunto que discutimos, mas gostaria de escrever agora sobre este.

Quando você cai pela trilhonésima vez no mesmo pecado, após tantas confissões e atos de contrição, é hora de parar e analisar o que exatamente está acontecendo.

Sofremos com as contradições interiores que não conseguimos vencer, e é justamente esse fracasso repetido que nos leva a invocar Deus de novo e de novo, até entendermos que é Ele, não nós, quem vai resolver as nossas contradições.

Deus tem soluções que a própria solução desconhece.

Olavo de Carvalho

É engraçado observar em mim mesmo que, não importa o quanto eu tente solucionar as minhas contradições, eu sempre acabo retornando ao ponto de partida. Nada muda, por mais que eu mude. A cada vez é uma estratégia diferente, um plano infalível que acaba sempre por falhar no final.

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Fiz este blog para exercitar minha sinceridade, então serei sincero: caí. Mais precisamente: caí na quinta-feira, dia 3 de outubro de 2019.

Qual foi a queda? Um homem com quem eu havia tido uma relação sexual (através de apps) há mais ou menos uns 2 anos surgiu do além querendo sexo de novo. Fiquei impressionado por ele ter guardado meu contato por tanto tempo.

No início a minha intenção era não responder, excluir a conversa e bloquear o cara no WhatsApp. No entanto, não resisti e resolvi marcar um encontro na casa dele. Depois mudei de ideia e escrevi para ele que sair com homens nunca me traria felicidade, que não existe futuro nesse caminho. Escrevi, por último, uma mensagem desejando a ele a paz de Cristo e então bloqueei o número.

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Eu ainda não tive nenhum diagnóstico que determina que eu tenho depressão, posto que não me consultei com nenhum especialista (psicólogo, psiquiatra, neurologista, sei lá), mas já desconfio que talvez eu seja mais uma vítima da maldição deste século.

Meu maior desejo neste momento é o de que este ano acabe. Dia após dia eu acordo e tudo o que sinto é uma vontade imensa de abandonar tudo e ficar na cama dormindo. Porém minha mente me atormenta: — “Não posso ficar aqui parado, meu chefe, meus colegas de trabalho e os clientes já estão contando com o meu trabalho hoje, não posso simplesmente abandoná-los.” E então, num esforço hercúleo, apago com o gelo dos meus raciocínios frios o desejo ardente de permanecer na cama e me levanto para mais um dia de trabalho.

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Para largar a minha [fé de confissões][1], vou criar esta série de posts chamada Metanoia. O objetivo é relatar as mudanças graduais — e concretas — que eu irei fazer na minha vida ao longo do tempo. Esta série sempre vai começar com o nome “Metanoia”, seguido do título da mudança em questão.

Vamos começar com a papinha de bebê: a primeira mudança começa dentro de casa. Mais especificamente: a primeira mudança começa no quarto. Na Imitação de Cristo — provavelmente o guia espiritual mais famoso de todos os tempos — o autor dá muita importância para os nossos quartos (ou celas):

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Eu já revelei o que eu penso de mim mesmo quanto ao meu catolicismo [em um outro post][1], mas esses pensamentos nunca foram ditos pra outra pessoa. Até ontem.

Como de costume, sempre que cometo um pecado mortal eu vou me confessar. Aqui na minha cidade (que vou manter anônima porque eu também quero ficar anônimo) existem muitos lugares onde eu posso fazer isso, então eu acabei sempre me confessando com um padre diferente a cada confissão.

Desta vez foi diferente, porque nesse pular de galho em galho acabei por cair umas três ou quatro vezes no mesmo padre. Esse padre notou justamente o que eu já havia notado em mim mesmo há mais de quatro meses.

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toc toc...

Odeio tudo nessa imagem. A sensação de superioridade que ela dá pra quem acredita estar fazendo uma grande objeção teológica, a chacota com os cristãos, a incapacidade de compreender minimamente a dinâmica céu/inferno.

A ideia da imagem é simples: se Deus te deu livre-arbítrio e fez o céu e o inferno, logo você escolhe “livremente” se vai ser punido pela eternidade ou não. A opção por não ser punido, então, seria “óbvia” — uma escolha muito fácil de se fazer. Quem acata a ideia desse meme não percebe, mas já está no inferno. Não digo inferno no sentido eterno (ainda), mas no sentido de que quem acredita nisso já está bem encaminhado pra lá, e tão bem encaminhado que já começa a vivê-lo aqui mesmo (explico logo adiante).

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Foi interessante ver o passado recente (este fim de semana, no caso) e notar como sou um total imbecil, um idiota full-ultra-master.

Vejam só: comi carne na sexta-feira. Comi porque o pessoal da minha empresa me convidou e eu não quis fazer desfeita. Enquanto comia, pensava comigo mesmo que era só dormir no chão naquele dia à noite que não tinha problema, eu estaria apenas fazendo uma troca de penitências. Achei válido na hora.

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